GRAVIDEZ 26 A não utilização do cinto de segurança e consequente embate do útero contra o tablier (ou o banco da frente), em caso de travagem ou acidente, terá consequências mais graves para o feto do que as lesões que o cinto possa causar. Dra. Helena Sacadura Botte, Técnica de Segurança Infantil da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI ) em caso de travagem ou acidente, terá consequências mais graves para o feto do que as lesões que o cinto possa causar, se bem colocado. Se houver um airbag ativo no lugar do passageiro da frente é também importante recuar o banco, sobretudo no final da gravidez», explica Helena Sacadura Botte. até quando é seguro conduzir? A Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI) desaconselha a condução no último trimestre de gravidez, devido ao volume da barriga e à proximidade do volante. Em veículos com airbag frontal ativo no lugar do condutor, esta precaução é ainda mais importante, pois a sua abertura pode causar lesões sérias ou fatais para o bebé. «Efetivamente, no último trimestre o bebé fica mais exposto devido ao seu tamanho e à menor quantidade de líquido amniótico. Aconselha-se a grávida a viajar preferencialmente em transportes públicos (sempre sentada), a pedir boleia a na raiz das coxas e ficar bem justo. Para facilitar a sua colocação correta, o banco do passageiro da frente pode ser recuado o mais atrás possível – o cinto ficará mais baixo e mais confortável, sem tendência para subir e fazer pressão na barriga. A precinta diagonal deve contornar o abdómen, passar no espaço inter-mamário e ficar apoiada a meio do ombro». Perigo de viajar sem cinto Viajar sem usar um sistema de retenção adequado pode comprometer gravemente a saúde de qualquer pessoa. No caso da grávida, este risco é acrescido, pois, além da segurança da mãe, também o bem-estar e segurança do bebé estão ameaçados. Se a mãe for projetada contra o tablier, o volante, o banco da frente ou o exterior do carro, também o bebé pode sentir o impacto desta projeção, embatendo com violência ou sendo esmagado pelo peso da mãe, que é exponenciado pela velocidade do carro. «A não utilização do cinto de segurança e consequente embate do útero contra o tablier (ou o banco da frente), familiares ou colegas de trabalho e até mesmo a deixar de trabalhar caso a profissão obrigue a grandes deslocações diárias, que envolvem sempre um risco de acidente rodoviário», recomenda a técnica. Como agir em caso de acidente Num acidente de viação grave, a grávida é imediatamente levada para o hospital, no entanto, mesmo no contexto de um acidente ligeiro, é importante que a grávida seja observada por um médico. Se estiver em condições de falar, informe imediatamente os profissionais de saúde que a assistem de que está grávida, sobretudo se estiver no início da gravidez e a barriga ainda não se notar. Se o seu tipo de sangue for RhD negativo, deve também mencionar essa característica quando estiver a ser assistida, para, no caso de ser necessário, ser feita prevenção da isoimunização de RhD (processo relacionado com as trocas de sangue entre mãe e feto, que pode afetar a saúde da criança), e para que possam tratá-la de forma adequada. cuidados em viagem Use sempre o cinto de segurança, colocando-o de forma a contornar o abdómen, passar no espaço inter-mamário e ficar apoiado a meio do ombro Faça pausas pelo menos de duas em duas horas, para esticar as pernas e ir à casa de banho Beba água regularmene e assegure-se de que leva consigo alguma comida, como fruta Evite conduzir no último trimestre de gravidez
NoveMeses nº14
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