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NoveMeses nº14

bebé Durante a amamentação produz-se ocitocina, uma hormona que ajuda o útero a regressar ao tamanho normal e a reduzir a perda de sangue após o parto. 23 O sucesso da amamentação é diretamente proporcional ao prazer de amamentar e inversamente proporcional ao dever de amamentar Manuela Ferreira, Enfermeira Especialista em Saúde Materna/Obstetrícia mães tenham receio de que o seu leite não seja suficiente para alimentar o bebé, ou a assumir que o seu leite tem pouca qualidade porque o bebé chora mais do que habitual, quer mamar com mais frequência, ou demora mais tempo a mamar. Contudo, normalmente este receio não se justifica, sendo apenas o resultado da falta de confiança. Manuela Ferreira descreve os principais sinais que indicam que o bebé tem fome: «o bebé faz movimentos com os olhos; abre a boca; faz movimentos com a língua; franze o sobrolho; vira a cabeça à procura da mama da mãe; leva a mão à boca e suga-a». Para confirmar que o bebé está efetivamente a mamar, a mãe deve constatar que a sucção é mais lenta, que o bebé enche as bochechas de leite e pode ouvi-lo a engolir o leite. Também são sinais de que o bebé está bem alimentado o facto de este urinar mais de seis vezes a cada 24 horas, e o aumento saudável de peso. até quando a amamentação exclusiva? De acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICE F), o aleitamento materno deve ser exclusivo até aos seis meses de idade do bebé, sendo que até lá não é conveniente oferecer nenhum outro alimento ou bebida além do leite materno. dificuldades e desconfortos comuns Segundo Manuela Ferreira, as principais dificuldades que podem interferir no sucesso da amamentação prendemse com a falta de informação, de apoio e de experiência. «Esta realidade sustenta a importância do papel dos profissionais de saúde, nomeadamente dos enfermeiros, no apoio à grávida no período pré-natal, com reforço de informação e conhecimentos da fisiologia e técnicas de amamentação e, essencialmente, no período após o parto, em que o processo de amamentação se irá estabelecer e as dificuldades, dúvidas e inseguranças vão aumentar», sugere. Além destes fatores, podem também surgir dificuldades decorrentes de sentimentos de insegurança, posições desconfortáveis, e da pega incorreta. Estes desconfortos podem acarretar problemas físicos que, por vezes, motivam o abandono da amamentação. Entre eles, a maceração e fissuras nos mamilos, e a mama ingurgitada (que fica benefícios da amamentação para a mãe O aleitamento materno permite à mãe vivenciar o prazer da amamentação, sentir-se mais segura e menos ansiosa. Estudos sugerem que há uma menor incidência de cancro da mama e do ovário, e de osteoporose, em mulheres que amamentam em exclusivo durante os primeiros seis meses após o parto. muito cheia, dolorosa, brilhante e quente). Perante estes desconfortos, a mulher não deve interromper a amamentação, mas antes procurar o apoio de um profissional de saúde. No caso de o desconforto vir acompanhado de febre, a mulher deve procurar especificamente o médico, pois a febre pode ser um sintoma da mastite, uma situação que exige cuidados de saúde específicos. orientações para o pai Como sublinha Manuela Ferreira, a participação e envolvimento do pai deve estender-se ao apoio na amamentação, continuando a ser um pilar para a mãe, e um meio para criar laços que contribuem para a formação do vínculo entre pai, mãe e bebé, determinante no desenvolvimento afetivo e cognitivo da criança. «O pai pode ter um papel ativo na amamentação, encorajando e incentivando a mulher a amamentar, mantendo-se sereno e ajudando a companheira a superar as dificuldades que possam surgir, assumindo outras tarefas com o bebé, como dar banho, trocar a fralda, substituir a mulher nas tarefas domésticas, ocupar-se dos outros filhos, entre outras tarefas».


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