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NoveMeses nº13

GRAVIDEZ 22 Sinais de alerta do início do trabalho de parto S eja no termo (gestação >37 semanas), seja antes do termo, os sinais de alerta do início do trabalho de parto (TP) são semelhantes. Por essa razão, ao atingir-se a segunda metade da gravidez, todas as grávidas devem ser instruídas sobre os sinais e sintomas que podem estar associados ao desencadeamento do trabalho de parto. Se houver esse cuidado, será muito mais fácil detetar precocemente essa situação, o que é da maior importância, principalmente nas gestações que não atingiram o termo. Neste caso, a valorização dos sinais de alerta permitirá o diagnóstico a tempo de se instituírem as atitudes terapêuticas que minimizem os riscos da prematuridade. Cons ideram-se sinais de alerta de TP: - Dores na região pélvica (constantes ou intermitentes) - Dores lombares (constantes ou intermitentes) - Sensação de pressão pélvica - Dores abdominais - Modificação e/ou aumento do fluxo vaginal (mucoso, mais fluido, por vezes hemático) - Contrações uterinas (intervalos) Perante estes sinais a grávida deverá ser observada com espéculo e pelo toque vaginal, uma vez que só a partir dos dados assim colhidos se pode concluir se está ou não em início de TP. Se se objetivarem contrações uterinas regulares e houver modificações do segmento inferior do útero (distensão) e do colo (amolecimento, encurtamento, dilatação), consideramos que a grávida está em início de TP, pelo que deverá ser internada. Nas gestações de termo ou perto do termo (> 34 semanas) nada mais será necessário fazer, para além da avaliação do estado fetal. Se a gestação tiver menos de 34 semanas, terá de se iniciar a terapêutica para diminuir a contratilidade e estimular a maturação pulmonar do feto. Se as modificações do colo são moderadas (ausência de dilatação) e o segmento inferior se encontra pouco distendido, estaremos perante uma simples “ameaça de TP”. Muitas vezes, ao fim de algumas horas de repouso, verificar-se-á que a sintomatologia regrediu, tratando-se de uma situação de “falso TP”. Nos casos em que a primeira observação não mostrou modificações do colo e do segmento inferior, conclui-se que a sintomatologia deverá ser atribuída a outros fatores, como as infeções urinárias ou ginecológicas, as perturbações digestivas ou que apenas são devidas à ansiedade da gestante. Nestas circunstâncias deverá iniciar-se tratamento específico em ambulatório e aconselhar o regresso ao serviço de urgência se os sintomas voltarem a manifestar-se. Finalmente, as contrações referidas nos sinais de alerta acima indicados não devem confundir-se com as chamadas “contrações de Braxton-Hicks”, que correspondem à atividade contrátil fisiológica do músculo uterino. Essas contrações são sempre indolores, ocorrem irregularmente e a sua frequência aumenta progressivamente à medida que se aproxima o termo; raramente aparecem mais que uma vez por hora. Saiba como reconhecer os primeiros sinais de que vai entrar em trabalho de parto e quais os cuidados que se seguem. Escrito por: Professor Doutor Luís Mendes da Graça, Obstetra MAIS INFORMAÇÃO www.facebook.com/novemeses


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