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NoveMeses nº13

nutrição desenvolvimento cognitivo e das aptidões mentais». alimentação saudável O ferro pode ter duas origens: animal e vegetal. O ferro de origem vegetal está presente em alimentos como os vegetais de folhagem verde escura (espinafres, agrião, rúcula, brócolos) e as leguminosas (feijão, lentilhas, favas, ervilhas). Quanto ao ferro de origem animal, as carnes vermelhas, as carnes de aves, assim como o peixe, são alimentos ricos neste mineral. Segundo o Dr. António Robalo Nunes, o primeiro cuidado preventivo da anemia é a adoção de uma alimentação saudável e equilibrada, que inclua o ferro vegetal e o ferro animal na mesma refeição, de forma a potenciar a absorção de ferro pelo organismo. «Não comer legumes é mau. Só comer legumes também é mau. Conciliar carnes vermelhas ou peixe, com legumes, na mesma refeição, é porventura o melhor cenário de absorção de ferro». suplementação nutricional Segundo o Dr. António Robalo Nunes, para além da alimentação, a prevenção da anemia na gravidez deve ser feita através de suplementação nutricional. «A anemia implica suplementação farmacológica. Sempre, sistematicamente. É impossível só por via alimentar conseguir colmatar o aumento das necessidades que a própria gravidez gera», sublinha. De acordo com o médico, esta suplementação deve ser feita por via oral, de forma regular, todos os dias e na dose indicada pelo médico assistente. O reforço no aporte de ferro deve continuar após o parto. «O parto tem sempre hemorragia associada, o que faz com que haja um balanço negativo de ferro», justifica. Nas normas da Organização Mundial de Saúde e da Direção- Geral da Saúde recomenda-se a suplementação com ferro, durante a gravidez e no período de aleitamento materno, no caso de haver uma avaliação médica a apontar nesse sentido. orientações da direção-geral da saúde A norma da Direção- Geral da Saúde sobre a “Abordagem, diagnóstico e tratamento da carência de ferro nos adultos”, publicada em 2013 e atualizada em 2015, confirma que existem evidências científicas a comprovar as necessidades acrescidas de ferro a partir do segundo trimestre de gestação. «Na gravidez, as necessidades de ferro aumentam devido ao crescimento, desenvolvimento fetoplacentar uterino e tecidular materno, e à expansão do volume total do sangue circulante materno», assinala-se. O documento indica ainda que a carência de ferro no organismo (ferropénia) «leva a aumento na frequência de abortos, atraso no crescimento fetal, partos prematuros, podendo levar a lesões irreversíveis do Sistema Nervoso Central e a alterações no desenvolvimento psicomotor no recémnascido », razões pelas quais deve ser avaliada e tratada tão cedo quanto possível. 19


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