Suplementação com ácido fólico previne atrasos de linguagem nas crianças cujas mães têm epilepsia

A medicação para o controlo de crises epiléticas na gravidez pode aumentar o risco de atrasos no desenvolvimento da linguagem na criança. Contudo, a suplementação nutricional com ácido fólico durante a gestação reduz este risco para metade, de acordo com um novo estudo publicado na revista científica Neurology.

Suplementação com ácido fólico previne atrasos de linguagem nas crianças cujas mães têm epilepsia

De acordo com uma notícia publicada no portal Medical Xpress, este estudo norueguês analisou uma amostra de 335 crianças cujas mães tinham epilepsia e tomaram medicamentos para controlar a doença durante a gravidez. O estudo incluiu também 104 000 crianças cujas mães não sofriam de epilepsia.

"O risco de atraso na linguagem diminuiu para metade - o benefício do ácido fólico nesta situação é impressionante", sublinha Mitchell Kramer, médico ginecologista-obstetra.

O especialista refere ainda que é importante aconselhar as mulheres grávidas em geral para incluirem no seu plano alimentar a suplementação com ácido fólico. Contudo, esta recomendação é especialmente importante em mulheres que fazem medicação para a epilepsia.

A suplementação com ácido fólico pode ser decisiva para a maturação do sistema nervoso central do feto e para a redução do risco de problemas no desenvolvimento do tubo neural do bebé.

De acordo com a Direção-Geral de Saúde, o aporte de ácido fólico antes e durante a gravidez deve ser reforçado, sendo que uma alimentação saudável não é suficiente para manter níveis adequados desta vitamina. De acordo com a entidade de saúde, a suplementação com ácido fólico em 400 µg/dia deve ser iniciada pelo menos dois meses antes da data de interrupção do método contracetivo e manter-se ao longo de toda a gravidez. Nas grávidas com epilepsia, a dose de ácido fólico administrada pode ter de ser superior.

Últimas Notícias

Brincar com o pai pode melhorar capacidade de autocontrolo da criança, diz estudo

Investigação da Universidade de Cambridge sugere que as crianças cujos pais dedicam tempo a brincar com elas podem ter mais facilidade em controlar o comportamento e as emoções.

COVID-19: DGS indica condições necessárias para permitir a presença de um acompanhante no parto

A Direção-Geral da Saúde (DGS) informou esta sexta-feira que as mulheres sem COVID-19 poderão ter um acompanhante durante o parto, sublinhando que “as unidades hospitalares devem procurar assegurar as condições necessárias para permitir” a sua presença.

Bial disponibiliza curso online para futuros pais

Num período em que muitos futuros pais #ficamemcasa, de quarentena ou em isolamento profilático, devido à pandemia COVID-19, BIAL disponibiliza o curso online “Vamos ser Pais!” - www.vamosserpais.pt, especialmente pensado e elaborado para proporcionar a todos os pais a oportunidade de adquirir conhecimentos e competências que os ajudem a preparar, de forma serena e plena, esta nova etapa da vida.

COVID-19: Estudo sugere que transmissão de mães para filhos na gravidez é possível, mas rara

Um estudo com 33 grávidas, realizado na China, indica que a transmissão do novo coronavírus da grávida para o feto é possível, mas rara. Dados científicos ainda são escassos para poder compreender as vias de contágio e os efeitos da exposição ao vírus na saúde de mãe e bebé.  

Cérebros dos bebés e dos adultos “sincronizam” durante a brincadeira

Estudo conclui que cérebros de pais e filhos estão no mesmo “comprimento de onda” quando partilham brinquedos e contacto visual. Mesmo quando os bebés ainda não conseguem falar, estão “ligados” a nós em pensamento.

Subscreva a Newsletter

Receba informação semanal adaptada ao desenvolvimento da sua gravidez.