Música poderá estimular desenvolvimento de bebés prematuros

Cientistas do Hospital Universitário de Genebra, na Suíça, tiveram a ideia de   colocar música no serviço de neonatologia, especialmente composta para estimular o desenvolvimento da atividade cerebral dos recém-nascidos prematuros.

Música poderá estimular desenvolvimento de bebés prematuros

Os resultados da experiência, descritos na Atas da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos da América (PNAS), sugerem que a música favorece o desenvolvimento de funções sensoriais e cognitivas em bebés nascidos entre a 28ª e 32ª semana de gestação.

De acordo com uma notícia publicada no site do jornal francês Le Figaro, a investigação demonstrou que a exposição a melodias especificamente compostas para os bebés levou a que as ligações neuronais se desenvolvessem de forma mais eficaz.

Geralmente, as unidades de cuidados intensivos onde se encontram as crianças nascidas prematuramente são marcadas por barulho constante, podendo criar uma atmosfera stressante para os bebés. Este foi um dos fatores que levaram os investigadores a testar a influência da música no bem-estar destes recém-nascidos.

A pedido dos cientistas, o compositor suíço Andreas Vollenweider criou três melodias com oito minutos cada uma, desenhadas para acompanhar o despertar, período de vigília e a hora de adormecer dos bebés. Para adaptar estas melodias, o músico passou algum tempo a observar os bebés e as suas reações a instrumentos como a flauta indiana (dos encantadores de serpentes), a harpa e sinos.

Vinte bebés foram expostos a estas melodias, através de auscultadores, cinco vezes por semana, até terem alta, e 19 outros bebés permaneceram num grupo de controlo, em que não foram expostos a música.

Ressonâncias magnéticas feitas aos recém-nascidos embalados pela música de Andreas Vollenweider mostram que as suas ligações neuronais eram mais ativas do que as dos outros bebés prematuros.

“Crianças muito agitadas acalmavam quase instantaneamente, e a música captada a sua atenção”, revelou uma enfermeira do hospital onde foi realizado o estudo.

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