Gravidez e amamentação podem reduzir risco de menopausa precoce, diz estudo

A gravidez e a amamentação exclusiva durante sete a 12 meses podem ajudar a reduzir o risco de menopausa precoce, indica um novo estudo publicado na revista científica JAMA. A menopausa antes dos 45 anos (menopausa precoce) aumenta o risco de morte prematura, declínio cognitivo, osteoporose e doença cardiovascular.

Gravidez e amamentação podem reduzir risco de menopausa precoce, diz estudo

Segundo uma notícia publicada no site dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos da América (NIH), a gravidez e a amamentação exclusiva durante sete a 12 meses pode reduzir o risco de menopausa precoce, a menopausa que surge antes dos 45 anos de idade.

A equipa de investigação financiada pelos NIH analisou informação de mais de 100 000 mulheres entre os 25 e os 42 anos de idade. Entre 1989 e 2015, as participantes responderam a questionários pormenorizados, fornecendo informação sobre a sua saúde e historial clínico, nomeadamente sobre a gravidez e o período pós-parto, no caso das mulheres que estiveram grávidas.

Os resultados permitiram concluir que, comparativamente com as mulheres que nunca estiveram grávidas ou que estiveram grávidas durante menos de seis meses, as mulheres que tiveram uma gravidez de termo apresentaram um risco 8% inferior de menopausa precoce.

As mulheres que engravidaram mais do que uma vez apresentaram um risco 16% inferior, e as mulheres que engravidaram três vezes têm um risco 22% inferior de menopausa precoce.

Segundo o estudo, as mulheres que amamentaram em exclusivo os seus bebés durante sete a 12 meses demonstraram um risco 28% inferior de menopausa precoce, comparativamente com as mulheres que amamentaram durante menos de um mês.

Estudos anteriores demonstraram que o surgimento da menopausa antes dos 45 anos de idade (menopausa precoce) aumenta o risco de morte prematura, declínio, osteoporose e doença cardiovascular.

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