Grávidas apresentam maior risco de doença grave e morte por COVID-19, diz estudo

Uma investigação publicada pelo Centro para Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA indica que o impacto da COVID-19 em grávidas é significativamente maior do que em mulheres não grávidas, com a mesma idade.

Grávidas apresentam maior risco de doença grave e morte por COVID-19, diz estudo

De acordo com uma notícia publicada no jornal The New York Times, a investigação revelou que as grávidas, se sintomáticas, são mais suscetíveis de desenvolver complicações e morrer devido à COVID-19 do que mulheres não grávidas com sintomas.

A equipa de investigação analisou os impactos do desenvolvimento da COVID-19 em mais de 400 mil mulheres entre 15 e 44 anos de idade, com sintomas da doença. Destas, mais de 23 mil estavam grávidas.

Apesar de a probabilidade de desenvolver complicações graves da doença COVID-19 se mantenha reduzida em mulheres com menos de 45 anos, foi possível apurar que o impacto da COVID-19 é superior em mulheres grávidas nesta faixa etária, do que em mulheres com a mesma idade que não estão grávidas.

Mais precisamente, o estudo concluiu que as grávidas tinham uma probabilidade significativamente maior de precisarem de cuidados intensivos, de estarem ligadas a uma máquina de bypass cardiopulmonar, e de necessitarem de ventilação mecânica, em comparação com as mulheres não grávidas, da mesma idade, que tinham sintomas de Covid.

O estudo revelou ainda que as mulheres grávidas enfrentavam um risco 70 por cento maior de morte, quando comparadas com as mulheres não grávidas que apresentavam sintomas.

"Esta nova informação vem sublinhar a importância de as mulheres grávidas se protegerem da COVID-19", afirmou a médica Denise Jamieson, diretora do serviço de ginecologia e obstetrícia da Faculdade de Medicina da Universidade de Emory, nos Estados Unidos da América (EUA).

Em declarações ao The New York Times, a especialista explica ainda: "Agora estamos a dizer que as mulheres grávidas correm um risco acrescido de doenças graves. Anteriormente dizíamos que 'podiam estar' em maior risco de doença grave."

O relatório do estudo está disponível no site do Centro para Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA, em https://bit.ly/35YDjFQ.

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