Especialistas relembram perigos do consumo de álcool na gravidez

A propósito das comemorações do Dia Mundial para a Consciencialização sobre o Síndrome de Alcoolismo Fetal, especialistas internacionais relembraram as razões pelas quais as grávidas não devem consumir álcool durante o período de gestação. 

Especialistas relembram perigos do consumo de álcool na gravidez

O álcool tem efeitos teratogénicos - desenvolvimento de malformações congénitas - e, mesmo em pouca quantidade, atravessa a barreira placentária e permeia o organismo do feto, podendo afetar o seu desenvolvimento, sobretudo ao nível cerebral.

A sensibilização das mulheres grávidas sobre os perigos que o consumo de álcool na gravidez representam para a criança que vai nascer estiveram no centro do debate internacional a propósito do Dia Mundial de Consciencialização para as Perturbações do Espetro do Alcoolismo Fetal, assinalado a 9 de setembro.

De acordo com o diretor geral de Saúde Pública de França, François Bourdillon, o Síndrome de Alcoolismo Fetal (SAF) é a manifestação mais grave das Perturbações do Espetro do Alcoolismo Fetal (PEAF), e afeta hoje um número considerável de bebés. Em França, pelo menos um bebé por dia nasce com PEAF e, a cada semana, pelo menos um bebé nasce com o Síndrome de Alcoolismo Fetal.

Neste sentido, e tendo em conta que a Ciência ainda não demonstrou a existência de um limite máximo "seguro" para o consumo de álcool no período de gestação, a recomendação dos epidemiologistas é: "zero álcool na gravidez".

As Perturbações do Espetro do Alcoolismo Fetal englobam os vários problemas ao nível do desenvolvimento físico, cognitivo, comportamental e de saúde que podem decorrer da exposição ao álcool no útero materno.

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