COVID-19: Estudo sugere que transmissão de mães para filhos na gravidez é possível, mas rara

Um estudo com 33 grávidas, realizado na China, indica que a transmissão do novo coronavírus da grávida para o feto é possível, mas rara. Dados científicos ainda são escassos para poder compreender as vias de contágio e os efeitos da exposição ao vírus na saúde de mãe e bebé.  

COVID-19: Estudo sugere que transmissão de mães para filhos na gravidez é possível, mas rara

Um estudo publicado na revista científica JAMA Pediatrics indica que a transmissão do novo coronavírus de mães para filhos durante a gravidez é possível, mas rara.

De acordo com uma notícia da Agência Lusa, o estudo analisou 33 grávidas na cidade de Wuhan, onde em dezembro foi detetado o coronavírus que provoca a doença COVID-19.

O estudo demonstrou que, ao contrário do que tinha sido apontado em estudos anteriores, o novo coronavírus pode ser transmitido de mães para filhos na gravidez. Contudo, na amostra de 33 grávidas, apenas três bebés (todos meninos) nasceram com COVID-19.

"Um vez que os procedimentos rigorosos de controlo e de prevenção da infeção foram adotados durante o parto, é provável que as estirpes de SARS-CoV-2 [detetadas] no trato respiratório superior [que inclui nariz, faringe, laringe e traqueia] e no ânus dos recém-nascidos seja de origem materna", afirmam os investigadores, segundo a Agência Lusa.

Os bebés diagnosticados com o novo coronavírus nasceram por cesariana, uma vez que as mães tinham pneumonia devido à COVID-19, e estiveram nos cuidados intensivos. Um dos bebés nasceu prematuro, às 31 semanas de gestação, e desenvolveu complicações de saúde graves, para as quais recebeu tratamentos com recurso a ventilação, antibióticos e cafeína. Passados sete dias, os testes para a despistagem à COVID-19 deram negativo.

As outras duas crianças apresentaram análises com resultado negativo após seis dias de vida, tendo também desenvolvido febre, e uma delas pneumonia durante esse período.

Vias de contágio e riscos
De acordo com a Direção-Geral da Saúde, embora haja estudos a apontar para a possibilidade de a grávida poder transmitir ao feto o vírus que causa a COVID-19, ainda não se conhece ao certo qual a via de contágio.

Além disso, no momento não há ainda dados suficientes que permitam avaliar os efeitos a longo prazo da COVID-19 na saúde das mães ou dos bebés expostos no útero ao COVID-19.

Em relação ao período de amamentação, a autoridade de saúde indica que "em relatos limitados de mulheres lactantes infetadas com SARS-CoV, o vírus não foi detetado no leite; no entanto, foram detetados em pelo menos uma amostra de anticorpos contra SARS-CoV".

Grávidas têm prioridade nos testes
A DGS inclui as grávidas e os recém-nascidos nos grupos prioritários para a realização de testes de despistagem à COVID-19.

Para mais informações sobre como a COVID-19 pode afetar a gravidez poderá consultar os recursos disponibilizados pela DGS em https://covid19.min-saude.pt/perguntas-frequentes/

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