Consumo da placenta não prejudica recém-nascido, defende estudo

Um estudo de larga escala analisou os efeitos do consumo da placenta após o parto, concluindo que esta prática não representa riscos acrescidos para a saúde do recém-nascido.

Consumo da placenta não prejudica recém-nascido, defende estudo

Uma análise a cerca de 23 000 registos clínicos sobre nascimentos revelou que o facto de a mulher ingerir a placenta após o parto não prejudica a saúde do bebé. A investigação foi levada a cabo na Universidade do Estado de Oregon, nos Estados Unidos da América, e os resultados publicados na revista científica Birth.

O consumo da placenta após o parto é uma tendência que tem vindo a ganhar popularidade entre as grávidas, sobretudo em países como o Reino Unido, França, Alemanha, Austrália e Estados Unidos da América. Os defensores desta prática acreditam que o consumo da placenta traz benefícios significativos para a saúde, nomeadamente no restabelecimento do equilíbrio hormonal da mãe e reforço nutricional.

De acordo com Daniel Benyshek, «os resultados foram surpreendentes tendo em conta as recomendações recentes contra o consumo da placenta, a par da divulgação dos riscos do consumo de carne crua ou mal cozinhada».

O investigador acrescenta que, apesar de não haver evidência científica que comprove a eficácia da denominada placentofagia (ato, comum entre os mamíferos, de comer a placenta após o nascimento) no tratamento de transtornos de humor como a depressão pós-parto, este estudo vem provar que, a existirem situações de infeção neonatal decorrente desta prática, estas são "extremamente raras".

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