Cérebros dos bebés e dos adultos “sincronizam” durante a brincadeira

Estudo conclui que cérebros de pais e filhos estão no mesmo “comprimento de onda” quando partilham brinquedos e contacto visual. Mesmo quando os bebés ainda não conseguem falar, estão “ligados” a nós em pensamento.

Cérebros dos bebés e dos adultos “sincronizam” durante a brincadeira

Um novo estudo levado a cabo por investigadores da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos da América, concluiu que a atividade cerebral de adultos e bebés aumenta e diminui em sincronia durante as suas brincadeiras.

“Estudos anteriores já tinham demonstrado que o cérebro dos adultos se sincroniza quando veem filmes e ouvem histórias, mas pouco se sabia sobre como essa 'sincronia neuronal' se desenvolve nos primeiros anos de vida”, afirma Elise Piazza, primeira autora do estudo.

Segundo uma notícia do portal de ciência Science Daily, este foi o primeiro estudo que analisou como é que os cérebros de bebés e adultos interagem durante uma brincadeira, analisando a comunicação em tempo real.

Na investigação, que envolveu um adulto e 42 crianças entre os 9 e os 15 meses de idade, os investigadores quiseram registar a atividade cerebral de adultos e bebés em simultâneo. Para isso, desenvolveram um novo sistema de neuro-imagiologia bi-cerebral, que utiliza espectroscopia de infravermelho próximo funcional (fNIRS), uma tecnologia bastante segura, que regista os níveis de oxigenação no sangue, utilizando-os como indicador da atividade neurológica.

A equipa de investigação descobriu assim que, durante as sessões presenciais, o cérebro dos bebés se sincronizava com o cérebro do adulto, em várias áreas que se sabe estarem envolvidas na compreensão do mundo. É possível que este fenómeno ajude as crianças, por exemplo, a descodificar o significado geral de uma história. Os resultados mostraram ainda que a ligação mais intensa ocorreu no córtex pré-frontal, envolvido na aprendizagem, no planeamento e funcionamento executivo.

“Também ficámos surpreendidos ao descobrir que, por alguns segundos, o cérebro do bebé liderou o cérebro do adulto, sugerindo que os bebés não apenas recebiam informações passivamente, como também podiam orientar os adultos quanto à próxima ação na qual se concentrariam: agarrar um brinquedo, que palavras usar”, exemplificou Lew-Williams, co-diretor do Princeton Baby Lab, onde foi realizado o estudo.

O artigo científico que dá conta dos resultados desta experiência foi publicado na revista científica Psychological Science.

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