Na hora do parto

Escrito por: Ana Margarida Marques

Conheça o testemunho de várias mulheres sobre a experiência no parto e a importância da preparação para o momento único em que se tornaram mães.

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Rita: grávida de 16 semanas

A hora do parto deve ser um momento vivido, acima de tudo, sem pressas. Quem o diz é Rita, que vai ser mãe pela primeira vez. «Durante estes nove meses de gravidez queremos experienciar gradualmente cada momento, e creio que isso se reflete na forma como vemos o parto. Acho importante aprender a saber esperar, queremos que tudo aconteça naturalmente.»

É fundamental que haja abertura de espírito para que seja possível adaptar a realidade às novas situações: «podemos ter uma intenção de como gostávamos que o parto acontecesse, mas estamos conscientes e preparados para, durante o trabalho de parto, alterar o rumo das coisas.»

Falar com o obstetra (ou com o médico de família) pode ser determinante para libertar focos de preocupações e de medos, muitos dos quais injustificados.

«Acredito que seja mais fácil superar alguns períodos no parto se durante a gravidez recebermos informação útil para ultrapassar as dificuldades», afirma Rita, que, em conjunto com o pai do bebé, procura a alternativa do parto na água. É importante que a mulher não fique demasiado centrada no seu projeto de parto. Se algo correr menos bem, então que se aja, acrescenta: «Se for preciso fazer uma cesariana, por exemplo, o parto não perde a sua beleza por causa disso.» Tudo fica em aberto, assim pensa.

Márcia: mãe de Diana, três anos

Na altura, Márcia leu muito sobre o nascimento humanizado. Chegadas as 40 semanas, sem indícios do trabalho de parto, a opção foi a indução. Iniciaram as contrações, que começaram a tornar-se cada vez mais fortes. «Sentia uma força de cima para baixo e que o corpo sabia exatamente o que tinha de fazer naquele momento». Atingidos os oito centímetros de dilatação, não queria sair do mesmo sítio. «Senti que estava numa espécie de transe.» Caminhou até à sala de partos, onde depois ocorreu a fase da expulsão do bebé. «Não havia aconchego, é como uma sala de operações, desconfortável, fria, metálica, impessoal.» Mas teve o marido sempre por perto e a presença da enfermeira parteira que a acompanhou na gravidez. A natureza sabe o que faz, mas a mulher tem de se preparar, explica: «Vamos gerindo cada minuto uma contração... cada minuto uma contração. É bom lidar com a dor com muita concentração. É essencial o controlo da respiração.» Hoje sente que fez o melhor que pôde, e garante que ser mãe é a maior alegria que se pode ter.

Anabela: mãe de Ânia, um ano

A sua filha nasceu às 38 semanas. Não era ainda meia-noite quando Anabela sentiu a bolsa romper. «Estava muito feliz e expectante – A nossa menina vai nascer!» Começou a ter dores fortes, as contrações eram pouco espaçadas e respirava calmamente. No início sentiu que iria controlar o processo, mas pelas 03h30 pediu a epidural. «Apesar de querer um parto natural, preferi ceder para que esta experiência de vida fosse maravilhosa», explica. Conseguiu, enfim, descansar. O trabalho final do parto deu-se às 07h30. «Precisava de fazer força e, com a ajuda da parteira e do obstetra, tive a minha filha. Apesar de não ter decorrido como eu tinha idealizado (parto natural), acho que decorreu da forma como tinha de ser. Cada experiência vale por si, há que tirar o melhor proveito dela», aconselha.

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