Gravidez medicamente assistida

Escrito por: Lia Pereira
Com os depoimentos e revisão de: Professor Doutor Carlos Calhaz Jorge, Ginecologista, e Dra. Conceição Faria, Psicóloga.

Saiba mais sobre os métodos e os tratamentos de fertilidade que a ciência conquistou até hoje e como as emoções dos casais influenciam este processo.

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Quando a urgência da maternidade toca homens e mulheres mas a natureza de um deles não permite que sejam pais, a fertilização medicamente assistida é uma opção. São diversos os tratamentos que hoje em dia dão resposta aos casais com problemas de fertilidade.

Quando a urgência da maternidade toca homens e mulheres mas a natureza de um deles não permite que sejam pais, a fertilização medicamente assistida é uma opção. São diversos os tratamentos que hoje em dia dão resposta aos casais com problemas de fertilidade.

A fertilização in vitro (FIV) consiste na recolha de ovócitos que são, depois, fecundados com espermatozoides em ambiente laboratorial. Os embriões obtidos a partir deste processo são depois transferidos para o útero da mulher.

Na inseminação intrauterina (IIU) procede-se à deposição dos espermatozoides no interior da cavidade uterina com auxílio de um cateter. O processo é feito por altura da ovulação de forma a aumentar a possibilidade de fecundação.

Após um processo idêntico de estimulação dos ovários e recolha de ovócitos, pode, laboratorialmente, optar-se pela injeção de um único espermatozoide no interior de um ovócito. Neste caso, denomina-se este processo de procriação medicamente assistida de injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI). Como a FIV, um ou dois embriões são, depois, transferidos para o útero.

Na gravidez com doação de gâmetas (esperma e ovócitos), o procedente médico é semelhante ao que é feito na FIV, com recolha de ovócitos e/ou esperma do dador, posterior fecundação em laboratório e, por fim, a transferência de embriões para o útero. 

A escolha do tratamento

A escolha do tipo de tratamento depende do que estiver subjacente à não ocorrência da gravidez, refere o médico obstetra Carlos Calhaz Jorge. Se a mulher não ovula, o tratamento passa por induzir simplesmente a ovulação. Se, pelo contrário, existe uma “incompatibilidade entre o muco e o esperma”, pode-se recorrer a inseminação artificial. Só quando esgotadas estas possibilidade surgem as técnicas de procriação medicamente assistida.

Encontradas as causas, passa-se às soluções. Se a mulher não ovula, o tratamento passa por induzir simplesmente a ovulação. Se, pelo contrário, existe uma “incompatibilidade entre o muco e o esperma, pode-se recorrer a inseminação artificial”. Só quando esgotadas estas possibilidade surgem as “técnicas de procriação medicamente assistida, seja a fertilização in vitro ou variantes, como a microinjecção”, explica o médico Carlos Calhaz Jorge, esclarecendo que estes métodos são já “a cúpula de um edifício terapêutico de outras coisas menos sofisticadas”. O fim da linha das opções, portanto. “Na população geral infértil, pensa-se que nem metade dos casais precisem destas tecnologias”, assegura. 

O lado psicológico

Paralelamente às questões médicas, puramente biológicas, há o lado psicológico da gravidez medicamente assistida. É uma realidade com muitas emoções e sentimentos associados, na maior parte dos casos quase sempre complexos e difíceis de gerir, que começa no momento em que se sabe que existe um problema que não permite que a mulher engravide de forma natural até depois que a criança nasce. Em algumas situações, a própria gravidez é vivida de outra forma.

“A infertilidade é uma crise na vida conjugal”, comenta a psicóloga Conceição Faria, especializada na área da gravidez e maternidade. Explica que os americanos a consideram o segundo acontecimento “mais stressante da vida conjugal”, sendo o primeiro a morte de um filho. “Como todas as crises da vida, implica reajustamentos psicológicos e adaptação a uma situação extremamente stressante”, observa, defendendo o atendimento psicológico do casal desde o início do tratamento, para o ajudar a lidar com a infertilidade.

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