O que sabemos hoje sobre a COVID-19 e a gravidez?

Escrito por: Dr.ª Mariana Mouraz, especialista em Ginecologia e Obstetrícia do Centro de Saúde Militar de Coimbra.

Será que o que se dizia no início da pandemia, sobre o coronavírus e a gravidez, ainda se mantém? Quais são afinal os riscos para a grávida? E para o seu bebé?

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Após todos estes meses de “convívio” com esta doença, muito fomos vivenciando e aprendendo.

Quase diariamente surgem novos estudos, que trazem informação importante, para o melhor e mais seguro acompanhamento da mulher, nesta fase tão importante da sua vida.

Como é que a COVID-19 pode afetar as grávidas?

Anteriormente julgava-se que a gravidez não era fator de risco para doença grave na COVID-19. No entanto, segundo dados mais recentes, parece que as grávidas têm um risco MAIS elevado de doença MAIS grave, do que as mulheres não grávidas, apesar do risco absoluto se manter baixo.

  • Grávidas com COVID-19 sintomáticas, têm maior probabilidade de necessitarem de internamento em Unidade de Cuidados Intensivos, de precisarem de um ventilador para suporte respiratório e de morrer devido à doença.
  • Grávidas com problemas de saúde, como obesidade, diabetes ou hipertensão, parecem ter um risco ainda maior de doença grave, semelhante a mulheres não grávidas com esses problemas. 

Como é que a COVID-19 pode afetar o feto?

Apesar de parecer ser raro, têm surgido alguns estudos que demonstraram que a COVID-19 pode passar para o feto durante a gravidez.

Qual a relação com parto prematuro e morte fetal? Alguns estudos sugerem que pode haver um risco aumentado, de parto prematuro e morte fetal, em grávidas com COVID-19. No entanto, outros estudos não relacionaram esses dois eventos com a COVID-19. Todas estas questões continuam a ser estudados para se tentar perceber quais os efeitos da doença antes do nascimento.

Após o nascimento, um recém-nascido pode contrair o vírus se for exposto ao mesmo.

Tendo em conta estas informações, nunca é de mais reforçar o aconselhamento das medidas preventivas: uso de máscara, higienização das mãos e distanciamento social; no entanto, não descurando a importância das consultas pré-natais, da vacinação para a gripe, do exercício físico, da dieta equilibrada e do parto em meio hospitalar.

Estes dados foram obtidos do Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia (ACOG) e do Centro para Controlo e Prevenção de Doenças (CDC).

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