Nutrição na gravidez

Escrito por: Ana Margarida Marques

Saiba quais as principais estratégias e conselhos para ter uma alimentação saudável e segura durante a gravidez.

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O estado nutricional na gravidez é fundamental para o bem-estar físico da futura mãe e para o crescimento do bebé no útero. É muito importante que a futura mãe esclareça as dúvidas com o seu médico no que diz respeito à nutrição e ao aumento de peso mais adequado à sua condição.

Por norma a recomendação é que a alimentação durante a gravidez seja variada, equilibrada e completa, sendo muito importante introduzir diferentes alimentos, nomeadamente cereais e seus derivados, tubérculos, hortícolas, fruta, lacticínios, carnes, pescado e ovos, leguminosas, além de gorduras e óleos.

É fundamental que a mãe tenha o aporte nutricional adequado à sua condição. Ser-lhe-á aconselhada e prescrita pelo médico a toma de suplementos alimentares.

Boas práticas alimentares

Uma das principais boas práticas a seguir é privilegiar a qualidade dos alimentos em detrimento da quantidade. A alimentação deve ser fracionada, pelo que a grávida deverá realizar várias refeições por dia, a saber: pequeno-almoço, lanche da manhã, almoço, dois lanches da tarde, jantar e ceia.

Além disso, os intervalos das refeições não devem ser superiores a três horas e meia. É aconselhável mastigar bem os alimentos.

A grávida deverá ingerir, em maior quantidade, alimentos com nutrientes ricos em fibras, vitaminas e minerais. O mesmo aplica-se aos cereais integrais, fruta e hortícolas.

É importante beber um litro e meio de água por dia e evitar refrigerantes ou quaisquer bebidas com cafeína (café ou chá) e com álcool. Os fritos, salgados e doces devem, de igual forma, ser evitados pela grávida.

Riscos alimentares

Os alimentos deverão ser cozinhados de forma simples e saudável, nomeadamente cozidos, grelhados, estufados e assados. A confeção das refeições deve conter pouca gordura. Deve usar-se de preferência azeite, por ser uma gordura saudável.

A grávida poderá comer quase todos os alimentos, embora haja alguns cuidados a ter com a sua seleção e higiene. É importante confecionar bem os alimentos por causa do risco de infeções alimentares.

Evitar o risco de toxoplasmose

Normalmente sem sintomas, a toxoplasmose pode prejudicar gravemente a saúde do bebé. Este parasita protozoário encontra-se nas fezes de gatos, mas também nas carnes cruas e no leite de cabra não pasteurizado.Existem alguns cuidados para evitar a toxoplasmose na gravidez, caso a mulher não seja imune à doença. Se fizer jardinagem, é recomendado o uso de luvas, já que a terra que cobre frutos e legumes poderá estar contaminada. Os legumes, quando são ingeridos crus, devem ser sempre bem lavados. Deverá haver cuidado em particular com as saladas, sobretudo quando não são preparadas em casa. As carnes devem ser bem cozinhadas e não devem ser ingeridos quaisquer alimentos que não estejam pasteurizados.

Prevenir a listeriose

A listeriose é uma infeção com sintomas semelhantes aos da gripe e da gastroenterite. A grávida deverá ter cuidados com a ingestão de lacticínios não pasteurizados. Devem ser evitadas as refeições pré-preparadas ou refrigeradas, especialmente quando contêm frango e marisco. É uma boa opção preferir refeições em que os alimentos sejam preparados e cozinhados de modo caseiro.

Evitar alimentos com salmonelas

Um dos riscos alimentares na gravidez é a contaminação por salmonelas, por ingestão de ovos e aves mal passadas. Apesar de não afetar a saúde do bebé, esta intoxicação alimentar pode ter repercussões na saúde da mãe. As salmonelas podem causar, na grávida, febres altas, vómitos, diarreia e desidratação. Os ovos e as carnes de aves devem ser bem confecionados, e há que realizar uma seleção rigorosa dos alimentos ingeridos, especialmente quando as refeições são feitas fora de casa.

Evitar o excesso de peso

De resto, a grávida deverá seguir os princípios básicos de uma alimentação saudável, o que não significa ter uma dieta restritiva. Quanto mais diversificada for a alimentação da grávida, mais saúde trará à sua condição e ao bebé. O mais importante é que o consumo de alimentos menos saudáveis seja a exceção, e não a regra.

Não há evidências que comprovem que os desejos da grávida por certos alimentos sejam consequência de carências nutricionais do organismo da mãe ou do bebé. Desta forma, o impulso de comer alguns alimentos deve ser controlado, sendo que, caso seja necessário, a mãe deverá pedir o aconselhamento do seu médico, que avaliará a possibilidade de aconselhar um nutricionista ou dietista.

O ganho de peso adequado na gravidez será benéfico para a mulher, quer no período pré-natal, quer após o parto. Durante a amamentação também será importante que a alimentação seja cuidada, além de ser benéfico o aconselhamento sobre os alimentos que a mãe deverá previlegiar ou, pelo contrário, evitar.

Saúde a longo prazo

O ganho excessivo de peso pode aumentar o risco de a mulher ter diabetes gestacional, condição que resulta de uma intolerância aos hidratos de carbono, sendo diagnosticada ou detetada pela primeira vez na gravidez. Caso haja o diagnóstico de diabetes gestacional, o médico aconselhará quais os cuidados a ter.

Outros problemas na saúde a longo prazo podem resultar devido ao excesso de peso ganho durante a gravidez, tais como a obesidade e a hipertensão.

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