Alimentação saudável

Escrito por: Ana Margarida Marques
Com os depoimentos e revisão de: Dra. Ana Chung, Ginecologista-Obstetra

Os principais cuidados com a alimentação durante a gravidez e com a preparação dos alimentos. 

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É importante ter uma alimentação variada e equilibrada na gravidez. É através do organismo da mãe que o bebé receberá o que necessita para crescer no útero. “O aumento de peso durante a gravidez vai depender do índice de massa corporal inicial<strong> </strong>da mulher”, refere a médica Obstetra Ana Chung, que aconselha as grávidas a conversar com o seu médico sobre qual o peso ideal no seu caso em particular.

 É importante ter uma alimentação variada e equilibrada na gravidez. É através do organismo da mãe que o bebé receberá o que necessita para crescer no útero. “O aumento de peso durante a gravidez vai depender do índice de massa corporal inicial da mulher”, refere a médica obstetra Ana Chung, que aconselha as grávidas a conversar com o seu médico sobre qual o peso ideal no seu caso em particular.

“A mulher não precisa de aumentar o peso significativamente na gravidez.” Quem o garante é a médica obstetra Ana Chung, continuando: “É o caso de uma mulher que seja obesa ou que tenha excesso de peso.” Em média, o aumento na gravidez deve rondar os 12 kg, mas os valores são variáveis. “A partir da ecografia do segundo trimestre é possível termos a perceção do percentil do bebé e do seu desenvolvimento. O peso da mulher pode não aumentar ou aumentar pouco, mas o bebé estar a desenvolver-se de forma saudável.”  

Até porque o aumento ponderal excessivo tem impactos negativos na gravidez e no bebé, dificultando a recuperação no pós-parto e aumentando o risco de hipertensão e de diabetes gestacional, por exemplo.

Cuidados a ter

A médica obstetra Ana Chung aconselha a futura mãe a optar por pequenas refeições e a intervalos regulares. “É um pouco como se as grávidas passassem a ter cuidados na alimentação semelhantes aos das crianças.”

É importante evitar comer muitos doces, fritos, beber sumos refrigerantes, café em excesso e álcool. O chá deve ser substituído por tisanas.

Durante a gravidez é essencial comer de forma diversificada alimentos com características nutricionais específicas: cereais e derivados, tubérculos (28%), hortícolas (23%), fruta (20%), laticínios (18%), carne, pescado e ovos (5%), leguminosas (4%), gorduras e óleos (2%).

Por outro lado, os cuidados de higiene alimentar assumem uma grande importância na gravidez.  

Há que evitar os mariscos, as saladas mal lavadas, a carne mal passada e o queijo fresco de leite não pasteurizado. A médica obstetra Ana Chung recomenda ainda: “No frigorífico deve-se colocar os legumes e a carne em prateleiras diferentes.” Há que ter cautela com as sobras das refeições, mesmo que devidamente guardadas no frigorífico. “Não há qualquer problema em comer uma refeição que foi cozinhada de véspera, mas deve-se evitar guardar a comida por mais tempo.”

Riscos alimentares

 A toxoplasmose pode prejudicar gravemente a saúde do bebé. É uma bactéria que se encontra nas fezes dos gatos, carne crua e leite não pasteurizado; a terra que cobre os frutos e os legumes também pode estar contaminada com esta bactéria.

“A toxoplasmose não é o único patogénico que pode provocar infeções por via do tubo digestivo”, continua a médica obstetra: “A listeria que existe no solo e na água tem efeitos graves durante a gravidez, como parto pré-termo  ou morte fetal.” A listeriose é uma infeção com sintomas semelhantes aos da gripe e da gastroenterite. Embora não seja do conhecimento geral, a prevenção desta doença requer os mesmos cuidados que a toxoplasmose. “Qualquer mulher grávida deve manter cuidados de higiene alimentar, independentemente de ser imune à toxoplasmose, devido ao risco de vir a ter listeriose”, alerta.

Além dos cuidados com a alimentação, “é importante usar luvas quando mexer em carne crua”. No caso de fazer jardinagem, as mãos também devem estar protegidas quando em contacto com a terra.

Não há alimentos ou comportamentos propriamente “contraindicados” durante a gravidez, como lembra a médica obstetra Ana Chung: “É tudo uma questão de gerir riscos, tendo sentido prático e bom senso.”

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