Pais com depressão pós-parto pedem menos ajuda do que as mães

Os pais podem desenvolver depressão pós-parto tal como as mães, mas existe uma maior probabilidade de os sintomas passarem despercebidos e de não pedirem ajuda. Esta é a conclusão de um estudo publicado no Scandinavian Journal of Psychology, com cerca de 450 pais suecos.

Pais com depressão pós-parto pedem menos ajuda do que as mães

Um novo estudo levado a cabo na Universidade de Lund, na Suécia, alerta para o facto de os meios de diagnóstico da depressão pós-parto no homem não serem suficientes para identificar sinais que não correspondem aos sintomas clássicos de depressão.

De acordo com uma notícia publicada no portal Medical Daily, os homens podem demonstrar diferentes sintomas de depressão que não são detetados nos meios de diagnóstico, normalmente focados na saúde mental das mães.

O estudo analisou as respostas a inquéritos online realizados a cerca de 450 pais suecos, fundamentados em testes padrão para o rastreio da depressão.

"A maior parte dos pais reportaram tanto sintomas tradicionais como sintomas equivalentes à depressão, e um subgrupo expressou exclusivamente sintomas equivalentes à depressão", menciona um comunicado divulgado pela universidade.

Os sintomas equivalentes consistem em sintomatologia que não corresponde aos sinais clássicos identificáveis numa depressão. Comportamentos agressivos são um sintoma de externalização que pode constituir um indício da doença nos homens, mas que não faz parte dos rastreios levados a cabo nos hospitais, clínicas e centros de saúde. Da mesma maneira, os testes de diagnóstico normalmente não detetam os denominados sintomas de internalização, como a somatização, em que a doença mental se manifesta fisicamente, através de dor, por exemplo.

Todas estas situações exigem acompanhamento médico. Contudo, o estudo aponta que os homens continuam em desvantagem neste aspeto, por demonstrarem mais dificuldades em pedir apoio médico, até porque o assunto pode ser encarado como tabu.

A falha no diagnóstico da depressão pós-parto no homem pode também ter consequências para o bebé, visto que o pai deixa de ter tanta perceção das necessidades da criança, sobretudo se esta chora muito.

"Bebés de pais deprimidos tendem a receber menos estimulação o que, eventualmente, pode conduzir a um desenvolvimento mais lento. Nalguns casos, a depressão pode levar à negligência em relação à criança", acrescenta o comunicado.

Últimas Notícias

Amamentação protege bebés de bactérias resistentes a antibióticos

Investigadores da Universidade de Helsínquia, na Finlândia, verificaram que crianças amamentadas por seis meses apresentam menor quantidade de bactérias resistentes a antibióticos, no intestino, do que crianças amamentadas durante menos tempo ou que não foram amamentadas de todo.

Cesarianas quase duplicaram em todo o mundo em 15 anos

Investigação aponta para um aumento significativo do parto por cesariana nos países mais ricos por razões não médicas.

Documentário mostra como a tecnologia permite que crianças surdas venham a ouvir normalmente

Atualmente as crianças com problemas de audição diagnosticados à nascença confundem-se tão bem com as crianças que ouvem bem, que a maioria das pessoas não se apercebe da existência de tantas crianças surdas, defendem especialistas.

Especialistas relembram perigos do consumo de álcool na gravidez

A propósito das comemorações do Dia Mundial para a Consciencialização sobre o Síndrome de Alcoolismo Fetal, especialistas internacionais relembraram as razões pelas quais as grávidas não devem consumir álcool durante o período de gestação. 

A importância de amamentar nos primeiros instantes de vida

A Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Unicef realçam a importância de amamentar o recém-nascido logo nos primeiros instantes de vida, avança o El País.

Subscreva a Newsletter

Receba informação semanal adaptada ao desenvolvimento da sua gravidez.